Nação, nacionalismo, nacionalidade são termos intimamente ligados, uma vez que designam componentes de uma mesma problemática, qual seja, a da construção e/ou reconstrução da nacionalidade, de suma importância nos dias atuais, em virtude das discussões sobre o processo de globalização. Este, por sua vez, traz em seu bojo idéias como aldeia global, integração do mundo, civilização universal, governo mundial, entre outras variações. Exatamente neste contexto de globalização, de certo modo como uma resposta ao processo, é que se tem expandido e aprofundado as discussões e manifestações identitárias em diversas partes do mundo.
Os teóricos que se dedicaram ao estudo da problemática da nacionalidade têm apresentado alguns instigantes caminhos de análise. Ernest Renan é um desses pensadores, dos mais antigos e ilustres. É dele a célebre frase sustentando que “a essência da nação é que os indivíduos tenham muitas coisas em comum e, também, que todos tenham esquecido muitas coisas”. Este princípio de seletividade é, com certeza um dos mais importantes para a solidificação de qualquer nação. A solidez das nações e a intensidade do nacionalismo devem impressionar os analistas que apostaram na superação do Estado-Nação, das Nações e do nacionalismo, sobretudo aqueles que compartilharam das teses de Kenichi Ohmae no seu O fim do Estado-Nação. O caso da reunificação da Alemanha é paradigmático para um princípio de abordagem da reação das nações ao processo.
Estudiosos têm apontado que o grande desafio para os alemães é destruir o “muro psicológico”, ainda presente nas mentes dos alemães. A parte Ocidental da Alemanha é detentora de uma melhor qualidade de vida em relação à parte Oriental. Isso porque recebeu sólidos investimentos internacionais que possibilitaram um desenvolvimento econômico muito superior, gerando um visível descompasso entre as duas sociedades, servindo como substrato para diferenças culturais sólidas, além de cristalizar um status de relativa inferioridade para o lado oriental. Saiba mais