Fatigue or Repair? Notes on United States Foreign Policy Under Obama, por Mark S. Langevin

The eagle has not crashed landed,[1] despite the expensive wars in Afghanistan and Iraq.  Facing historic domestic and foreign policy challenges, U.S. President Barack Obama has largely followed his campaign’s most prominent foreign policy prescriptions at a time when most U.S. citizens are increasingly looking inward.  As Pecequilo and Batista (2009) note, former U.S. Vice-President Dick Cheney and others associated with the Neo-conservative movement harassed the new administration as long as accumulating reality allowed, eventually receding as President Obama demonstrated a strong grasp over foreign policy and national defense.  It did not take long for the neo-cons and many in the Republican party to recognize that the Obama administration would succeed or fail not because of foreign policy, but by its responses to the domestic economic crisis, mounting unemployment, and the storm swirling around the much anticipated, but controversial health care reform. Saiba mais

A África no Comércio Internacional do Grupo BRIC, por Diego Pautasso

A ascensão dos “grandes da periferia”, como os membros do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), e o fortalecimento das relações Sul-Sul são frequentemente mencionados como elementos de uma nova ordem mundial em formação. Para analisar a substância desta premissa, o presente artigo tem por objetivo abordar o lugar da África no comércio internacional do BRIC como um aspecto da transformação das relações econômicas internacionais contemporâneas.

A escolha do grupo BRIC deve-se ao fato destes países, apesar de suas diferenças, terem características predominantes de polos emergentes. A condição de país emergente depende dos seguintes pressupostos: recursos de poder em expansão; capacidade de contribuir para a gestão do sistema internacional; e ambição e reconhecimento para ocupar um papel mais influente na política mundial. Entre os emergentes, há, entretanto, elementos que os distinguem em termos de recursos de poder; peso econômico e grau de integração à economia mundial; trajetórias culturais e históricas distintivas; e sistemas políticos e institucionais domésticos específicos (HURRELL, 2009, p. 22). Saiba mais

Negociações internacionais em propriedade intelectual na gestão Obama, por Henrique Zeferino de Menezes

O tema da propriedade intelectual, em todas suas manifestações, vem ganhando destaque nas negociações internacionais de forma exponencial. Isso se deve a dois motivos principais. O primeiro deles, e de mais fácil visualização, refere-se ao aumento significativo da participação de setores tecnologicamente intensivos na economia mundial. Esses têm como característica essencial o alto valor do conhecimento inserido no produto final. Ou seja, são bens que demandam investimentos elevados em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em capacitação humana e tecnológica, mas que ao mesmo tempo o custo de reprodução do bem é próximo à zero. Empresas de software, de produtos químicos, farmoquímicos e biológicos, e a indústria do entretenimento são certamente exemplos importantes. Por tanto, a proteção do conhecimento inserido nesses bens, através da garantia de direitos monopolísticos concedidos através dos direitos de propriedade intelectual (DPI), acabaria sendo primordial para a continuidade dos investimentos e surgimento de novas tecnologias. Entretanto, como se percebe no amplo debate teórico existente, essa conclusão que parece óbvia não é inconteste e, além disso, apresenta contradições importantes. Saiba mais

A Guerra Mexicana contra o Narcotráfico e a Iniciativa Mérida: Desafios e Perspectivas, por Bruno Boti Bernardi

No dia 22 de outubro de 2007, os presidentes do México, Felipe Calderón, do Partido Ação Nacional (PAN), de centro-direita, e George W. Bush, dos Estados Unidos, anunciaram um programa de cooperação bilateral chamado Iniciativa Mérida, voltado ao combate do narcotráfico e das organizações criminais transnacionais envolvidas nesse lucrativo negócio e em outras atividades delitivas como o tráfico de armas e de pessoas. O programa era fruto de uma proposta que o presidente mexicano havia feito a Bush em março daquele ano na cidade mexicana de Mérida, Yucatán, e seu objetivo era melhorar e fortalecer as capacidades do Estado mexicano na luta contra o narcotráfico e o crime organizado, com o que se esperava aumentar a estabilidade e segurança do país. Diferentemente do Plano Colômbia, a Iniciativa Mérida não envolve participação militar norte-americana; ela se centra no oferecimento de apoio a atividades de inteligência e em programas de modernização do funcionamento das agências de segurança e de justiça mexicanas, com programas de capacitação, treinamento e transferência de equipamentos especializados. Saiba mais

As transformações matriciais da Política Externa Brasileira recente (2000-2010), por André Luiz Reis da Silva

Este artigo tem como objetivo analisar as transformações da política externa brasileira recente, identificadas a partir do conceito de matriz de inserção internacional. Neste sentido, na perspectiva de compreender as grandes linhas de ruptura e continuidade da política externa brasileira na ultima década, utilizou-se, como recurso analítico, a noção de matriz de política. Ricardo Sennes defende o uso desta noção, argumentando que ela possibilita trabalhar com um enfoque e um distanciamento que não localizam, necessariamente, linhas divisórias da política externa, definidas apenas pelos mandatos presidenciais, possibilitando, como isso, novas possibilidades interpretativas. Para o autor, “A noção de matriz diz respeito aos contornos mais gerais da política externa de um país e busca determinar a forma pela qual ele concebe a dinâmica do sistema internacional” (SENNES, 2003, p. 36). Saiba mais

As Grandes Estratégias dos Estados Unidos (1989/2010), por Cristina Soreanu Pecequilo

Em Maio de 2010, o Presidente norte-americano Barack Obama anunciou o lançamento de sua Estratégia de Segurança Nacional (NSS-2010), em substituição à Doutrina Bush de 2002. Bastante esperada desde o início da administração democrata em Janeiro de 2009, a nova Doutrina tem como título “Um Guia Para Alcançar o Mundo que Desejamos” em oposição ao que define como “O Mundo Como Ele É”, e, em suas linhas gerais, é caracterizada por um tom progressista derivado de uma nova percepção do mundo e do papel da liderança dos Estados Unidos (EUA) dentro dele. Saiba mais

O expansionismo nos governos Lula e o BNDES, por Angelita Matos Souza

Durante os governos Lula, uma política favorável ao fortalecimento do “capital nacional” ganhou força, na qual a internacionalização econômica constitui dimensão relevante. Interessa-nos traçar um panorama breve dos investimentos brasileiros no exterior, com ênfase sobre os IBD na América Latina (à exceção do caso JBS/Friboi nos EUA), em suas relações com o BNDES. O objetivo é a abordagem sobre a internacionalização econômica de empresas brasileiras e o papel do BNDES neste processo, recorrendo às opiniões de membros da própria Instituição, de acadêmicos e/ou à imprensa. Vale salientar que não é nossa intenção condenar a política econômica do governo Lula de incentivo ao fortalecimento do “capital nacional” (via conglomeração/internacionalização), apenas apontar problemas e limites a respeito do expansionismo brasileiro. Saiba mais

A União Européia no início do século XXI: expansão geográfica, indefinição política e irrelevância estratégica, por João Fábio Bertonha

A União Européia reúne alguns dos países mais ricos e tradicionais do mundo e ela é um grande sucesso, tendo ajudado a trazer, para a Europa, uma paz e uma estabilidade inéditas. Além disso, com o seu Estado de bem-estar social, a Europa é, ao menos no meu juízo, o melhor lugar do mundo para se viver. Não que seja um paraíso ou isenta de problemas, pelo contrário, mas, para um cidadão médio, é muito mais interessante viver num membro da União do que em qualquer outro lugar do planeta, salvo exceções. [1]

Qualidade de vida não significa, contudo, relevância como ator internacional e/ou participação nos processos decisórios que afetam a vida de todos os Estados e sociedades dentro de um mundo globalizado. E o projeto europeu não se limita, desde o início, a dar paz e prosperidade a seus membros, mas sempre objetivou, igualmente, a ser um instrumento que permitisse a Europa recuperar o seu antigo poder e influência mundiais. No entanto, enquanto o primeiro objetivo foi cumprido, o segundo ainda enfrenta dificuldades, sendo que os acontecimentos nesta última década indicam claramente os limites da União Européia nesta direção. Saiba mais

Sumário da Edição No. 119 – Junho/2010

Artigos

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Peru: cultivo de coca, cocaína e combate ao narcotráfico, por Marcelo Santos

Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas (2010), publicado pela Oficina das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), referente ao ano de 2009, a área de cultivo de coca continuou crescendo no Peru, atingindo 59.900 hectares, o que representa uma expansão de 6,8% em relação aos 56.100 hectares registrados em 2008. Com essa marca, o país se aproximou ainda mais da Colômbia, que tem a maior área de cultivo, sendo responsável por 68.000 hectares, mas que, de acordo com o mesmo relatório, manteve a tendência de queda, registrando um decréscimo de 16% em relação aos 81.000 hectares de 2008. Saiba mais